Sunday, June 28, 2009
Friday, March 13, 2009
Sunday, January 25, 2009
Sunday, November 07, 2004
Lavadeira Esotérica
Olá! Sejam bem-vindos ao meu blog. Aqui escreverei meu olhar poético sobre o cotidiano vivido.
Portanto usem este espaço para exporem suas opiniões a respeito do que lerem.
Nada melhor, para começar, do que a imagem-poesia da Lavadeira Esotérica que é o meu alter-ego.
Aqui espero dividir e distribuir com vocês toda a intensidade percebida nas coisas por mim vividas.
O espaço, por vezes, se ampliará aos sentimentos e percepções extra-sensoriais que se fizerem necessárias à nossa comunicação. Caso os efeitos extrapolarem o plano real e vocês surtarem, tenho uma lista de terapeutas muito competentes e uma ótima médica homeopata! Também conheço alguns médiuns de sobreaviso!
Portanto usem este espaço para exporem suas opiniões a respeito do que lerem.
Nada melhor, para começar, do que a imagem-poesia da Lavadeira Esotérica que é o meu alter-ego.
Aqui espero dividir e distribuir com vocês toda a intensidade percebida nas coisas por mim vividas.
O espaço, por vezes, se ampliará aos sentimentos e percepções extra-sensoriais que se fizerem necessárias à nossa comunicação. Caso os efeitos extrapolarem o plano real e vocês surtarem, tenho uma lista de terapeutas muito competentes e uma ótima médica homeopata! Também conheço alguns médiuns de sobreaviso!
A LAVADEIRA ESOTÉRICA
Ela lavava as roupas coletivas nas águas do inconsciente.
Sua verdadeira magia era subsistir - um milagre de bruxa moderna.
Algumas peças de roupa trazem poeiras das estradas distantes que, desgastadas demais, desfaz-se à esfregação.
Antes perder as roupas - pensa a lavadeira - para ganhar uma vida.
Outras roupas trazem sangue das batalhas que trazem vida.
Existem ainda aquelas roupas que chegam intactas, conservando as dobras em goma, como se nunca tivessem sido usadas. São daquelas pessoas imaculadas pelo desejo, que nunca se expuseram ao perigo, derrotadas pelo medo, pouparam-se de viver. Coisas da vida.
Os dias de chuva são de quietude. As roupas acumulam-se, de molho, e a lavadeira contempla o encontro das águas celestes com as encaichoeiradas, assim avolumando o rio da vida. Recostada nas pedras, espreita os sons que quando ensurdecedores silenciam o ambiente circundante.
Ela sabe que terá muito trabalho, mas não se apressa. É sua vida, sem estranheza ou tristeza.
Os dias de sol trazem intensidade e suor. Banhando-se despida, lava a roupa da humanidade, vivendo o que as fez sujar, resgatando a pureza primordial.
As roupas imundas, por culpa ou remorso, por injúria ou desonra ali nunca chegaram. Roupa suja se lava em casa.Após o trabalho, ela costuma parar, aquietando corpo e mente no ritmo repousante que lhe dá esta vida.
Ela lavava as roupas coletivas nas águas do inconsciente.
Sua verdadeira magia era subsistir - um milagre de bruxa moderna.
Algumas peças de roupa trazem poeiras das estradas distantes que, desgastadas demais, desfaz-se à esfregação.
Antes perder as roupas - pensa a lavadeira - para ganhar uma vida.
Outras roupas trazem sangue das batalhas que trazem vida.
Existem ainda aquelas roupas que chegam intactas, conservando as dobras em goma, como se nunca tivessem sido usadas. São daquelas pessoas imaculadas pelo desejo, que nunca se expuseram ao perigo, derrotadas pelo medo, pouparam-se de viver. Coisas da vida.
Os dias de chuva são de quietude. As roupas acumulam-se, de molho, e a lavadeira contempla o encontro das águas celestes com as encaichoeiradas, assim avolumando o rio da vida. Recostada nas pedras, espreita os sons que quando ensurdecedores silenciam o ambiente circundante.
Ela sabe que terá muito trabalho, mas não se apressa. É sua vida, sem estranheza ou tristeza.
Os dias de sol trazem intensidade e suor. Banhando-se despida, lava a roupa da humanidade, vivendo o que as fez sujar, resgatando a pureza primordial.
As roupas imundas, por culpa ou remorso, por injúria ou desonra ali nunca chegaram. Roupa suja se lava em casa.Após o trabalho, ela costuma parar, aquietando corpo e mente no ritmo repousante que lhe dá esta vida.

